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A Medicina da Reprodução, é uma nova especialidade médica , na qual
o paciente é o casal. Anteriormente o casal era visto pelo ginecologista
e pelo urologista em separado. Não era incomum que estes tratamentos
em paralelo desgastassem bastante os casais. A idéia de o mesmo
especialista avaliar os dois, faz com que o problema seja encarado
não como uma "culpa"de um ou de outro mas algo que acomete aquêle
casal específico.
O especialista, hoje , habitualmente tem formação ginecológica e
conhecimento de todo o aparelho reprodutor masculino ( anatomia
,endocrinologia e patologia). Logicamente temos exemplos de urologistas
com conhecimento de ginecologia, mas é menos freqüente. O importante
é que o especialista seja capaz de avaliar o fator espermatozóide,
óvulo e anatômico de ambos.
Não é necessário que este especialista seja um ginecologista e urologista
ao mesmo tempo.
Poucas Escolas de Medicina tem hoje , a especialidade "Reprodução
Humana"como matéria regulamentar. No Brasil , o único exemplo é
a Universidade Federal da Bahia. No resto do mundo , já se torna
comum a especialização. No nosso caso tivemos o previlégio de cursar
a Universidade de Paris V, e estagiar no serviço de Reprodução Humana
do Johns Hopkins School of Medicine.
Quando um casal se depara com o problema da dificuldade de engravidar,
é habitual que o primeiro conselho venha do ginecologista que sempre
acompanhou a esposa. Alguns exames podem ser realizados , mas este
casal deveria ser referenciado ao especialista. Não que o ginecologista
não é capaz de tratar este casal, mas certamente não terá a vivência
de uma pessoa que só se ocupe deste problema. Hoje em dia a medicina
tem avançado numa velocidade imensa.
A limitação natural de cada individuo, não permite que ele se atualize
em todos os setores da medicina da mulher. Um exemplo disto é que
hoje temos os mastologistas( especialistas em mama), os oncologistas
( Câncer genital), os obstetras de risco( gestações de risco exemplo,
gestação e diabete/ hipertensão) e os especialistas em medicina
da Reprodução, dentre outros.
O ginecologista saberá indicar o especialista da confiança dele.
Outro dado importante , é a idéia que só determinados centros tem
tecnologia para tratamento. Hoje a medicina está globalizada, o
que temos aqui no Brasil se iguala a qualquer centro no resto do
mundo. Logicamente que pela situação financeira do país , não temos
possibilidades de pesquisa e sim de repetição de técnicas já consagradas.
Novidades são freqüentes, mas confirmação de que sejam para uso
clinico imediato, é que deve ser avaliado com cautela.
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